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sexta-feira, novembro 30, 2007

Vejo dois problemas com a questão do espaço.

O desperdício que parece ser a existência de certas pessoas
e a pouca ocupação dele por outras;

Ophelia Mourne


Qualquer semelhança entre isto e desapego à raça humana em geral, é pura coincidência.

quarta-feira, novembro 28, 2007

Um dia...

...esta merda acaba e eu vou poder dormir ou ler um livro.
Eventualmente, eu vou ter férias.
Certo?

terça-feira, novembro 13, 2007

It's not like...


... I wanted to go to sleep like this.

sábado, outubro 13, 2007

Eu gostava de, aqui, agradecer publicamente...**

...aos senhores da Santa Madre Igreja, aos senhores do novo edifício em Fátima, aos senhores da televisão, aos senhores da rádio e, claro, a Deus por ter tornado "surda" e religiosa a minha vizinha do andar de cima, sendo que considero que nos últimos dois dias possibilitaram em conjunto, de forma determinante e incisiva, na minha pessoa, de outra forma saudável e bem humorada, uma monumental dor de cabeça.


Um e.n.o.r.m.e. obrigado.


À vizinha de cima não agradeço essencialmente
porque a culpa é dela, visto que, apesar de
tudo o mais, podia optar por um volume de rádio e
televisão normal. Ou por não ser religiosa.**

quarta-feira, outubro 03, 2007

Não há...

...paciência. Não quero. Estou cansada.


Leave me be! Alone.

And shut the fuck up.

sexta-feira, setembro 28, 2007

Era bonito.

Mas acham mesmo que a quem faz isto devido a isto (não sei mais nada, sou info-excluída), faz alguma diferença isto? É que aconteceu mais isto e, de qualquer forma, eu duvido que seja gente para se importar com uma caixa de e-mail ou de correio cheia. A gente gostava, claro, mas parece que não.

quarta-feira, setembro 26, 2007

A semana vai a meio. Dizem eles. Porque eu ainda não vi nada.

O respeito é uma coisa fixe.
Sei lá... gosto!!

E coisas como chegar duas horas depois para cancelar marcações prévias são "desrespeitosas". Digo eu. Em particular quando (hipoteticamente falando, claro) me levanto às 7h para uma marcação às 8h. Sim. Da manhã. Marcação essa que eu pago muitíssimo bem para manter, sendo, claramente, a outra parte devidamente financiada pela sua necessária comparência. No minimo, espero e exijo comparência ou notificação da impossibilidade da mesma. É razoável. Digo eu. Digamos que um contracto, assim hipoteticamente falando, de natureza pedagógica.

Sei eu que na prestação de outros serviços igualmente, desculpem a redundância, prestados pela parte em falta, de igual importância, que, um dia, também será minha função prestar e aos quais, hipoteticamente e a título explicativo, podemos até chamar, sei lá, terapêuticos, são respeitadas as respectivas marcações... aliás, há até, nesses outros ditos serviços, uma linha permanente de comunicação directa com a outra parte. Portanto, a modos que me escapa tamanha falta de sentido de responsabilidade e de consideração por quem um dia será responsável pelo prestígio ou desprestígio da outra parte através das competências que apresentar no mercado de trabalho. Enfim... isto tem de mudar, senão alguém vai ficar de mau humor crónico. E isso não é fixe. É que assim não dá!

Não é pró-social.

segunda-feira, setembro 24, 2007

E eu disse:

Queres levar um estalo?! Sem ofensa.


...uma pessoa levantar-se
de madrugada dá nisto...

domingo, setembro 02, 2007

It just...


...won't end!

terça-feira, julho 31, 2007

Sobre o civismo.

Hoje fui comprar o selo do carro. Enquanto estava na fila, apereceu uma senhora grávida que se chegou ao balcão para perguntar se tinha prioridade. Uma outra senhora, que estava na fila à minha frente gritou-lhe: «Qu'é isso?! Vá p'ró fim da fila!!! Também 'tou aqui há meia hora à espera! Tenho de ir trabalhar! Por esperar meia hora a gravidez não morre! O ar aqui não é irrespirável, ninguém aqui 'tá contagioso!!!»

Ponto número 1: o fim da fila era fora da repartição de finanças e ao sol ribatejano.

Ponto número 2: além de grávida, a senhora encontrava-se acompanhada de uma criança em idade pré-escolar.

Ponto número 3: a senhora que lhe gritou envergava o colete de funcionária dos ctt, normalmente usado pelos carteiros - funcionária pública identificada, portanto.

quarta-feira, julho 25, 2007

You know what? Exactly.

fotografia: Evandro Monteiro

...BITE ME!!!
(happy for one of you though)

segunda-feira, julho 23, 2007

Não é que esteja a premeditar, mas...

Se mais alguém me diz:


- Vou de férias!

- Estou de férias!

- 'Teve um dia de praia mesmo bom!

- Não tou a fazer nada...

- Epá, já tou cansado/a de estar em casa!


Ou outra do género, eu não respondo por mim!

'tá tudo avisado!!!


empaticamente retirado daqui


*update: à lista acima apresentada acrescentar: - A água estava muito boa! (a menos que se estejam a referir à de torneira ou de garrafa) *

sexta-feira, julho 20, 2007

Outra coisa é agir sobre eles.

Confesso que tenho preconceitos. Porque os tenho. Um deles, o mais forte, diz respeito aos dias de de verão: se é verão, vou à praia.

Assim, simples.

Há um mês que é verão. Fui à praia? Não!

Em vez disso, fiquei em casa - diria que fechada, mas o termo não transmite a agonia - a estudar. Agora quero ir à praia. Mas não! Há que esperar pelas notas.

Ultimamente, quando me confronto com os meus preconceitos,
penso: Tu não és deste anúncio!

Assim, simples.

Aaaaahhh...

«Madeira diz que pediu fiscalização mas...
Lei do aborto não está no Constitucional


O Tribunal Constitucional (TC) garantiu não ter chegado ao Palácio Ratton qualquer pedido de apreciação da lei do aborto por parte dos órgãos do poder madeirense, ao contrário do que tem deixado entender o Governo Regional da Madeira. De acordo com uma fonte ligada ao Tribunal, mesmo que a iniciativa tivesse sido concretizada ela não implicaria a suspensão da aplicação do diploma.
A mesma fonte assegurou ao Expresso que o único pedido de fiscalização sucessiva da constitucionalidade prende-se com a infracção a princípios consagrados na Lei Fundamental, como o direito à vida, e foi subscrito por um grupo de deputados à Assembleia da República, entre os quais se incluem Rui Gomes da Silva e Guilherme Silva (PSD), Matilde Sousa Franco (PS) e Hélder Amaral (CDS).
Neste contexto, estão por esclarecer as razões que levaram o Executivo de Alberto João Jardim a congelar a aplicação da IVG no arquipélago e a insistir que só reavaliará a decisão depois de conhecer o acórdão do Tribunal Constitucional sobre a matéria.

A MADEIRA NUM IMPASSE

As mulheres madeirenses que queiram abortar só têm uma solução: recorrer às clínicas privadas autorizadas no Continente. O Governo Regional diz não ter recursos financeiros, humanos e técnicos para aplicar a Lei da Interrupção Voluntária da Gravidez e suspendeu a sua aplicação no arquipélago por considerá-la inconstitucional.

No Palácio Ratton, em Lisboa, desconhece-se qualquer pedido de fiscalização preventiva da constitucionalidade por parte dos órgãos do poder regional.

Por seu turno, o Ministério da Saúde exige que o Governo de Alberto João Jardim manifeste disponibilidade para assinar um protocolo que conceda às madeirenses o direito de programar a interrupção nos hospitais públicos do Continente.

O secretário regional dos Assuntos Sociais, Francisco Jardim Ramos, garante que cabe ao Serviço Nacional "garantir a aplicação" do diploma e só admite negociar um protocolo desde que o Ministério da Saúde apresente uma proposta.»

Não digo mais nada.

segunda-feira, julho 16, 2007

Ah, pronto.

«Jardim diz que a Madeira não tem dinheiro para a IVG

As mulheres que decidirem pela interrupção voluntária da gravidez terão de recorrer aos serviços de saúde nacionais porque a Região Autónoma da Madeira não tem meios financeiros para satisfazer essa vontade, disse, hoje, o presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim. "Ninguém está a impedir o cumprimento da Lei, a Região não tem é dinheiro e, portanto, existe um número nacional ao qual as pessoas que queiram fazer a interrupção voluntária da gravidez podem recorrer", declarou o governante madeirense à RTP-Madeira. João Jardim adianta que a Madeira não vai desrespeitar a lei mas sublinha que a "República não manda no Orçamento Regional". Por isso, a Secretaria Regional dos Assuntos Sociais vai emitir uma portaria, dando conta que não tem os meios financeiros para proceder à interrupção voluntária da gravidez, pelo que aconselha as mulheres nela interessadas a recorrerem aos serviços nacionais de Saúde.»

Jornal de Notícias online

Era dar-lhes a INDEPENDÊNCIA...
(a ver para onde é que se viravam!)

sexta-feira, julho 13, 2007

Psicologia do desenvolvimento vocacional

Olha-m'esta... a escolher cadeiras pelo interesse científico que podem ter!!! Eu devia era ter escolhido Introdução à Informática ou qualquer merda assim... Toda a gente sabe que aqui os professores são o que são e alguns acham que, ah e tal, até está sol, 'bora lá dar-lhes 2 toneladas de textos para ler a ver se fazem a cadeira e já que os vamos lixar, umas perguntitas de desenvolvimento no exame...


Mas nesta altura do campeonato alguém
ainda tem neurónios p'ra isto?!!

domingo, julho 08, 2007

Crueldade...

... é estar a estudar num belo dia de sol, ouvir alguém lá fora:


«- Olá, vou tomar um café, querem vir?» - voz número 1.
«- Ó pá, hoje não dá. Vou à praia agora» - voz número 2.
«- Vá lá, despacha-te senão aproveitamos pouco a tarde na praia.» - voz número 3.

(...)
[continuação breve e irrelevante]


...e ter de continuar a estudar.

sábado, julho 07, 2007

Alone with my thoughts




















Quando se fazem as coisas a ver se dá, nunca dão.

terça-feira, março 13, 2007

A quem se sentir enganado, eu prometo...

...um destes dias (antes do fim do ano civil) escrevo especificamente sobre a Teoria da Vinculação e sobre a Situação Estranha.

sexta-feira, julho 07, 2006

Os comportamentos anti-sociais e a vinculação como factor interveniente

Os comportamentos anti-sociais entendem-se, actualmente, como um padrão estável de desrespeito pelos direitos do outro e de violação das normas sociais aceites pela comunidade em que o indivíduo actua, sendo que existem vários percursos e prognósticos associados a estes comportamentos.
De facto, entre os vários factores que se consideram poder estar na base destes comportamentos um dos mais comunemente citados diz respeito às relações familiares, nomeadamente às consequências da qualidade da relação primária de vinculação, isto é, à qualidade da primeira relação de vinculação estabelecida no primeiro ano de vida com alguém próximo (pode ser a mãe, o pai, uma avó, um irmão mais velho…).
Assim, segundo Bowlby (1980) e Ainsworth (1989), podem ser definidos os elementos básicos na compreensão do que é a vinculação:

->A vinculação primária diz respeito a comportamentos do bebé maioritariamente inatos cujo objectivo é promover a proximidade entre o bebé e outra pessoa, geralmente a mãe (por exemplo, sorrir quando a mãe o olha ou chorar quando sente que foi deixado sozinho no quarto).

->Os comportamentos que promovem a vinculação vão ficando mais sofisticados ao longo do desenvolvimento (por exemplo, um bebé de três meses chora se for deixado sozinho numa divisão enquanto está acordado, mas outro de 10 ou 11 meses já conseguirá seguir a mãe gatinhando).

->A capacidade de criar vinculação é universal a nível da espécie, mas o seu desenvolvimento pode assumir diferenças dependendo de factores culturais, sociais e relativos ao sexo e às diferentes condições de vida (por exemplo, as mães japonesas cuidam elas mesmas do seu bebé a maior parte do tempo enquanto que noutras comunidades a criança é desde cedo entregue aos cuidados de toda a família).

->É através da rotina que o bebé interioriza expectativas relacionais – modelos internos de funcionamento de relações (por exemplo, se o bebé obtiver repetidamente como resposta a uma vocalização, a atenção manifesta da pessoa a quem se dirigia, ele tenderá a utilizar a vocalização para iniciar a interacção com o outro – hatching).

->Um padrão de vinculação não é necessariamente imutável ou insubstituível (por exemplo, bebés com padrão de vinculação inseguro, quando adoptados por pais com padrões de vinculação segura poderão desenvolver posteriormente uma vinculação segura com os pais adoptivos).

->As perturbações dos padrões de vinculação podem manifestar-se em qualquer idade (por exemplo, uma criança com padrão de vinculação segura pode começar a manifestar padrões comportamentais de vinculação insegura face a acontecimentos importantes, como o abandono inexplicável da criança por parte da figura significativa).

->Um dos determinantes no tipo de vinculação que se estabelece é a experiência de SEGURANÇA emocional e física que é associada à relação.


Existe, na verdade, um método popular de avaliar em crianças pequenas (com cerca de 1 ano) qual o tipo de relação de vinculação que orienta os seus comportamentos. O método denomina-se Situação Estranha e foi desenvolvido por Ainsworth (1963, Estudo de Baltimore); este permite, no fundo, observar qual o comportamento da criança numa situação stressante (que activa a procura de segurança e conforto – o padrão de vinculação). Desta forma, a criança e a mãe são conduzidas a uma sala com brinquedos com os quais a criança pode brincar. Alguns minutos depois entra um estranho cuja função é brincar com a criança. A mãe sai enquanto o estranho brinca com a criança e regressa três minutos depois. Passado algum tempo volta a sair, sendo seguida pouco depois pelo estranho – a criança é deixada sozinha na sala. O desconhecido regressa. E minutos depois regressa a mãe. Todo o processo dura cerca de vinte minutos e é observada em particular a reacção da criança quando a mãe retorna.
Assim, de acordo com o estudo de Ainsworth, foram identificados três padrões comportamentais dominantes associados a três classificações qualitativas da vinculação:

1. Tipo A – cerca de 20% das crianças observadas ignorava ou evitava a mãe quando esta regressava à sala: vinculação insegura ou de evitamento;
2. Tipo B – cerca de 70% das crianças observadas reaproximava-se imediatamente da mãe, procurando conforto e interacção: vinculação segura;
3. Tipo C – cerca de 10% das crianças observadas ficava preocupada com ausência da mãe e reaproximava-se dela quando esta regressava, contudo, não se deixavam consolar alternando entre demonstrações de irritação, cólera e agitação ou ansiedade: vinculação insegura ambivalente;

Mais tarde, foi identificado um quarto padrão:

4. Tipo D – algumas crianças juntavam a comportamentos de evitamento e resistência, sinais de confusão, depressão ou apreensão, relacionados possivelmente com medo relativo à fonte de segurança ou alguma ameaça ocorrida anteriormente em que a protecção por parte da figura significativa falhou: vinculação desorganizada ou desorientada;

Contudo, salienta-se ainda que a análise de padrões de vinculação deve ainda levar em conta factores socioeconómicos e culturais, suportes sociais, patologias afectivas ou biológicas dos pais ou da criança, a idade e o temperamento da criança e a sensibilidade da mãe (geralmente que acompanha a criança nesta avaliação, mas que pode não ser a figura significativa de vinculação).
De facto, relativamente ao papel da mãe, a sua sensibilidade, isto é, a capacidade de responder de forma apropriada e em tempo útil aos sinais do bebé é uma condição importante, ainda que NÃO EXCLUSIVA, no desenvolvimento de uma vinculação segura; a sensibilidade materna surge ainda como o melhor preditor do tipo de vinculação que a criança manifestará quando se sentir ansiosa ou angustiada.


Na verdade, apesar de uma vinculação insegura não prever necessariamente comportamentos perturbados e da vinculação segura não garantir que estes não ocorram, o tipo de vinculação que se estabelece com a figura significativa é, de facto, o mais preditivo da posterior adaptação social da criança.
Desta forma, em termos gerais, podemos dizer que à medida que crescem as crianças com padrões de vinculação segura tendem a desenvolver comportamentos pró-sociais (maior resiliência e capacidade de evitar e gerir conflitos, por exemplo), enquanto que as crianças com padrões de vinculação insegura desenvolvem estratégias defensivas capazes de comprometer a sua adaptação social (tais como a agressão deslocada, isto é, dirigida aos colegas em vez de à mãe rejeitante, ou a oscilação entre o papel de agressor e vítima aliado a uma dependência forte a novas figuras de vinculação quando o comportamento de proximidade da mãe é imprevisível).

Em conclusão, salienta-se que vários estudos longitudinais sobre a vinculação apontam para a sua estabilidade ao longo do desenvolvimento, ao mesmo tempo que mostram também que a qualidade da vinculação não justifica por si só os comportamentos anti-sociais das crianças, adolescentes e adultos. Contudo, se nenhuma intervenção for implementada junto das famílias com padrões de vinculação de tipo A, C e particularmente de tipo D, estes podem actuar na adolescência e na idade adulta como factores de risco potenciadores de comportamentos anti-sociais manifestados de outra forma e em maior magnitude (por exemplo, a facilitação da aderência a grupos de ideologia radical na adolescência ou a repetição das experiências menos boas na educação dos filhos na idade adulta), ainda que sintomas reencenados dos mesmos problemas de estrutura.


baseado em: Machado, T.S. (2000) Vinculação e comportamentos anti-sociais.