domingo, dezembro 31, 2006

Objectivamente...

Jim Davis, 20 de fevereiro de 2003

sexta-feira, dezembro 22, 2006

Com a devida autorização

publicado em: 12/20/2006

DICIONÁRIO DE NOMES FAMILIARES
"Família" é tudo. O que vem de trás e ficará para a frente. A certeza de não estarmos com as raízes a apodrecer em água estéril. Que quando todos fugirem ao nosso toque leproso, haverá um irmão, ou uma filha, ou, se tivermos sorte, ainda uma mãe ou um pai que nos lavarão as chagas ignorando o cheiro dos nossos corpos e impedindo que reabramos as feridas com as nossas próprias mãos. São ainda aqueles que puxámos para o interior da caravana sem abrandar o passo.
Se existisse um dicionário de relações familiares teria entradas assim:

FILHOS- O que sai de dentro às mães e dos olhos aos pais. Camada que recobre o coração de forma permanente e indelével. Prolongamento de nós sendo outro. Razão mais que suficiente para renunciarmos à solidão humana.

IRMÃOS- Castigo inicial que se transforma em apoio lateral com os anos. Aquele ou aquela que estará do outro lado da linha telefónica - ou do que vier a ser inventado - a pedir ou a dar ajuda. Pelo menos até que a sua nova condição familiar o/a não consuma. Quem nos dá a certeza de que nem sempre fomos assim.

PAIS- Aqueles que estavam quando ainda só eles estavam. Os que recuaram quando outros chegaram. Os que avançaram quando outros recuaram. Os que se esqueceram da idade e das dores à vista das nossas dores e sem olhar à nossa idade. Os que vão estar aqui até que, seguros pela nossa mão, deixem de o estar.

AMANTE/AMIGO/AMIGA/HOMEM/MULHER- Todo o que nos ama para lá das nossas perfeições. O elo mais frágil da cadeia. Aquele em que nos apoiamos com mais força por ser do mesmo tamanho que nós e estar treinado no nosso passo de saltador de valas inundadas. O que pode mudar e quase sempre muda. O indispensável.

segunda-feira, dezembro 18, 2006

Na época de exames não há posts.

Ps - Desculpa Bruno,
vais ter de esperar,
mas eu prometo ir ao
supermercado...

domingo, dezembro 10, 2006

Citação de citação

«O método empregado nas aulas parece-me o melhor, o mais fecundo e científico. Mas, para pessoas nós que suportamos há muito, muito tempo, o estilo magistral, o método da autoridade, este novo processo é incompreensível. As pessoas como nós estão condicionadas para ouvir o professor, tomar passivamente os nossos apontamentos e decorar o que nos marcam de bibliografia para exame. Não é necessário dizer que é preciso muito tempo para nos desembaraçarmos dos nossos hábitos, mesmo se são infecundos e estéries.»
Alguém sabe de quem?

domingo, dezembro 03, 2006

Religiões Diferentes

Em Leiria, dentro de um autocarro da Rede de Expressos em andamento:

- O que é isto? - peguntou ele ao avistar um aglomerado de pessoas à porta dum edifício - Ah, devem ser os... os...
- São os protestantes. - respondeu ela.

Quase de imediato, à medida que o autocarro avançava em direcção à Rodoviária, pude ver o edifício de que falavam, bem como o aglomerado de pessoas a que se referiam. Na montra podia ler-se em letras gigantescas: «ZARA».

quinta-feira, novembro 30, 2006

Eles acham que nós somos estúpidos.

«Vão ter as respostas Nunca, Raramente, Às Vezes, Muitas Vezes, Sempre, mas podem ser outro tipo de género de questões.»

«As questões podem ser agrupadas em grupos.»

«(...) factores psicológicos desempenham funções importantes no aparecimento de distúrbios emocionais.»

- excertos da aula de Psicologia Diferencial, hoje, entre as 16h e as 17h.

terça-feira, novembro 28, 2006

Este post é um fórum de discussão.

Usem os comentários para resolver as vossas coisas (ou para marcar uma Cimeira de Paz).

Frases Célebres

«Eu falo inglês como uma vaca espanhola.» - o professor que devia ser reitor desta universidade.

domingo, novembro 26, 2006

um cigarro

Deixa-me tapar-te, disse. Obrigado, com um sorriso, com um até amanhã prometido. Amanhã, vamos arrumar esta confusão. Vamos. Prometes? Vou estar aqui amanhã. Prometes? Sorriso. Está tudo bem. Prometes? Prometo, agora dorme.
Não te iludas. Talvez eu nunca consiga visitar a tua campa. Talvez eu nunca mais consiga dormir. Tudo o que quero agora não existe e os meus sonhos nunca vão acordar. Nunca mais. Prometo.
Bom dia, meu amor. Estás aqui e o mundo não acabou. Eu não me lembro desta conversa. Tu não existes. Não consigo dormir. O luar entra pela janela e escalda-me a pele. Eu acredito tenuemente que estás aqui. De verdade. Amanhã vou voltar ao mundo e tratar de deixar-me afogar nas coisas.

Caminho descalça pela areia. O vento penteia-me os cabelos. Sinto a tua falta. Resolvo mergulhar directamente e sinto frio. Tudo à minha volta está suspenso como eu. E não sinto nada. Só frio. É bom estar aqui, mas vou ter de fazer alguma coisa. De voltar ao mundo. Assim. Do nada. Se eu soubesse, não te tinha deixado ir. Tinha-te prendido à cama naquela manhã. Mas eu não sabia. Não teve nada a ver comigo. Como se eu tivesse culpa de alguma forma, sabes? Tu não existes.
Estou ensopada e caminho pela areia enquanto o vento me gela o corpo e me garante que estou viva. Porque me dói. Como se não houvesse mais nada. O mundo não acabou.

sábado, novembro 11, 2006

Para quem não sabe o que é a Latada de Coimbra...

... começa assim...
... há latas... ... nabos...... roupas diferentes...... confusão...... e o baptismo dos caloiros no último dia, ... enquanto nós tomamos a cidade por uma semana.