domingo, fevereiro 18, 2007
quarta-feira, fevereiro 14, 2007
it's a fucking beautiful day... right?
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domingo, fevereiro 04, 2007
Porque sim
Alice Vieira, escritora
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sexta-feira, fevereiro 02, 2007
Aborto. Se não concorda, respeite.
Ora bem, eu não vou debitar os argumentos ilegíveis no panfleto, até porque não são meus. De resto, há uns tipos na baixa de Coimbra que passaram um bom bocado a tentar convercer-me de algo que eu já estava convencida.
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quinta-feira, janeiro 25, 2007
Ramblings
Really hope it's the first one.

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domingo, janeiro 14, 2007
Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos
e a não ter outra vista que não seja as janelas ao redor.
E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora.
E porque não olha para fora logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas.
E porque não abre as cortinas logo se acostuma acender mais cedo a luz.
E à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora.
A tomar café correndo porque está atrasado.
A ler jornal no ônibus porque não pode perder tempo da viagem.
A comer sanduíche porque não dá pra almoçar.
A sair do trabalho porque já é noite.
A cochilar no ônibus porque está cansado.
A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra.
E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja número para os mortos.
E aceitando os números aceita não acreditar nas negociações de paz,
aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir.
A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta.
A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita.
A lutar para ganhar o dinheiro com que pagar.
E a ganhar menos do que precisa.
E a fazer filas para pagar.
E a pagar mais do que as coisas valem.
E a saber que cada vez pagará mais.
E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar
nas filas que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e a ver cartazes.
A abrir as revistas e a ver anúncios.
A ligar a televisão e a ver comerciais.
A ir ao cinema e engolir publicidade.
A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição.
As salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro.
A luz artificial de ligeiro tremor.
Ao choque que os olhos levam na luz natural.
Às bactérias da água potável.
A contaminação da água do mar.
A lenta morte dos rios.
Se acostuma a não ouvir o passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães,
a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer.
Em doses pequenas, tentando não perceber, vai se afastando uma dor aqui,
um ressentimento ali, uma revolta acolá.
Se o cinema está cheio a gente senta na primeira fila e torce um pouco o
pescoço.
Se a praia está contaminada a gente só molha os pés e sua no resto do corpo.
Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana.
E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo
e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.
Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se
da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida que aos poucos se gasta e, que
gasta,
de tanto acostumar, se perde de si mesma.
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terça-feira, janeiro 09, 2007
10 Reasons Why Gay Marriage Is Wrong
02) Gay marriage will encourage people to be gay, in the same way that hanging around tall people will make you tall.
03) Legalizing gay marriage will open the door to all kinds of crazy behavior. People may even wish to marry their pets because a dog has legal standing and can sign a marriage contract.
04) Straight marriage has been around a long time and hasn’t changed at all; women are still property, blacks still can’t marry whites, and divorce is still illegal.
05) Straight marriage will be less meaningful if gay marriage were allowed; the sanctity of Britany Spears’ 55-hour just-for-fun marriage would be destroyed.
06) Straight marriages are valid because they produce children. Gay couples, infertile couples, and old people shouldn’t be allowed to marry because our orphanages aren’t full yet, and the world needs more children.
07) Obviously gay parents will raise gay children, since straight parents only raise straight children.
08) Gay marriage is not supported by religion. In a theocracy like ours, the values of one religion are imposed on the entire country. That’s why we have only one religion in America.
09) Children can never succeed without a male and a female role model at home. That’s why we as a society expressly forbid single parents to raise children.
10) Gay marriage will change the foundation of society; we could never adapt to new social norms. Just like we haven’t adapted to cars, the service-sector economy, or longer life spans.
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domingo, janeiro 07, 2007
Banished Words List
WE'RE PREGNANT -- Grounded for nine months.
UNDOCUMENTED ALIEN -- "If they haven't followed the law to get here, they are by definition 'illegal.' It's like saying a drug dealer is an 'undocumented pharmacist.'"
BOASTS -- See classified advertisements for houses, as in "master bedroom boasts his-and-her fireplaces -- never 'bathroom apologizes for cracked linoleum,' or 'kitchen laments pathetic placement of electrical outlets.'"
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sábado, janeiro 06, 2007
O caminho do Daniel
(...)
Don José, el cura, que era un gran santo, le dio buenos consejos y le deseó los mayores éxitos. A la legua se advertía que don José tenía pena por perderle. Y Daniel, el Mochuelo, recordó su sermón del día de la Virgen. Don José, el cura, dijo entonces que cada cual tenía un camino marcado en la vida y que se podía renegar de ese camino por ambición y sensualidad y que un mendigo podía ser más rico que un millonario en su palacio, cargado de mármoles y criados.
Al recordar esto, Daniel, el Mochuelo, pensó que él renegaba de su camino por la ambición de su padre. Y contuvo un estremecimiento. Le anegó la tristeza al pensar que a lo mejor, a su vuelta, don José ya no estaría en el confesionario ni podría llamarle "gitanón", sino en una hornacina de la parroquia, convertido en un santo de corona y peana. Pero, en ese caso, su cuerpo corrupto se pudriría junto al de Germán, el Tiñoso, en el pequeño cementerio de los dos cipreses rayanos a la iglesia. Y miró a don José con insistencia, agobiado por la sensación de que no volvería a verle hablar, accionar, enfilar sus ojillos pitañosos y agudos.
Y, al pasar por la finca del Indiano, quiso ponerse triste al pensar en la Mica, que iba a casarse uno de aquellos días, en la ciudad. Pero no sintió pesadumbre por no poder ver a la Mica, sino por la necesidad de abandonar el valle sin que la Mica le viese y le compadeciese y pensase que era desgraciado.
El Moñigo no había querido despedirse porque Roque bajaría a la estación a la mañana siguiente. Le abrazaría en último extremo y vigilaría si sabía ser hombre hasta el fin. Con frecuencia le había advertido el Moñigo:
—Al marcharte no debes llorar. Un hombre no debe llorar aunque se le muera su padre entre horribles dolores.»
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Sandra
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