domingo, maio 27, 2007

Uma pessoa acha que sabe alguma coisa...

fotografia: Desïgns

... depois envelhece e afinal não sabe nada.

sexta-feira, maio 25, 2007

Siesta

fotografia: Isaque tomé


Eu sinto falta de dormir a sesta. No chão, em cima da manta. Contigo.
E hoje, de repente, saudades tuas e dessas coisas. Quase até às lágrimas.


quinta-feira, maio 24, 2007

E agora, para onde?

fotografia: Luís Leonardo

terça-feira, maio 15, 2007

«O ESTADO ETÍLICO»

«Num comentário, um leitor fala-me do barulho que as hordas bárbaras da "semana académica" andam a fazer junto à zona ribeirinha, em Lisboa. Sei do que fala porque, em 2001, sofri do mesmo mal em Coimbra, por ocasião de umas aulas que frequentava na Universidade às sextas e aos sábados. Ficava no Hotel Ibis, mesmo em frente ao circo académico montado do outro lado do Mondego e não conseguia dormir com o barulho. De manhã, no caminho para a vetusta academia, era confrangedor observar o bando de corvos bêbados e bêbadas caídos pelas ruas e ruelas. Se calhar têm razão para isto. Que futuro radiante os espera neste país "socrático" e dos "nichos de excelência" que o senhor Presidente da República se espreme em promover? Há coisas que só se aguentam em estado etílico.»

publicado
por João Gonçalves em
a 10 de Maio de 2007

quarta-feira, maio 02, 2007

Nota à navegação.

No ensino superior português, não é permitido ter ideias.fotografia: Bruno Miranda

Muito menos, se forem as próprias.

terça-feira, maio 01, 2007

Informação para pássaros.

Se não é um pássaro, não precisa de continuar a ler.

Às 5h00 ainda NÃO é dia.

Comportamento a adoptar:
  • ficar quieto;
  • não fazer barulho de forma alguma, ESPECIALMENTE piar;

Há quem queira dormir.

sábado, abril 28, 2007

Want to buy me a present?


...just a hint.

quinta-feira, abril 26, 2007

Procuro-te

Procuro a ternura súbita,

os olhos ou o sol por nascer

do tamanho do mundo,

o sangue que nenhuma espada viu,

o ar onde a respiração é doce,

um pássaro no bosque

com a forma de um grito de alegria.


Oh, a carícia da terra,

a juventude suspensa,

a fugidia voz da água entre o azul

do prado e de um corpo estendido.


Procuro-te: fruto ou nuvem ou música.

Chamo por ti, e o teu nome ilumina

as coisas mais simples:

o pão e a água,

a cama e a mesa,

os pequenos e dóceis animais,

onde também quero que chegue

o meu canto e a manhã de Maio.


Um pássaro e um navio são a mesma coisa

quando te procuro de rosto cravado na luz.

Eu sei que há diferenças,

mas não quando se ama,

não quando apertamos ao peito

uma flor ávida de orvalho.


Ter só dedos e dentes é muito triste:

dedos para amortalhar crianças,

dentes para roer a solidão,

enquanto o verão pinta de azul o céu

e o mar é devassado pelas estradas.


Porém eu procuro-te.

Antes que a morte se aproxime, procuro-te.

Nas ruas, nos barcos, na cama,

com amor, com ódio, ao sol, à chuva,

de noite, de dia, triste,alegre - procuro-te.


Eugénio de Andrade, As Palavras Interditas

Porque a última segunda-feira foi um dia revelador...

«- Tens uma ganza? O pessoal já 'tá todo ali p'ra tirar a fotografia.» - sujeito trajado, pedindo a um amigo, à porta da minha faculdade.

segunda-feira, abril 23, 2007

Citação... ahem...

«(..,) o que há de mais criticável negativamente (...)»; «(...) carácter definitório (...).» - aluna do ensino superior

«(...) quem começa a principiar(...)»; «(...)a pessoa dizer "eu estou deprimida", isso não é um problema(...)» - professora do ensino superior