sexta-feira, novembro 30, 2007

Vejo dois problemas com a questão do espaço.

O desperdício que parece ser a existência de certas pessoas
e a pouca ocupação dele por outras;

Ophelia Mourne


Qualquer semelhança entre isto e desapego à raça humana em geral, é pura coincidência.

quarta-feira, novembro 28, 2007

Um dia...

...esta merda acaba e eu vou poder dormir ou ler um livro.
Eventualmente, eu vou ter férias.
Certo?

terça-feira, novembro 13, 2007

Eu estou a ouvir gaivotas...

... na alta de Coimbra.


Espero não estar a desenvolver esquizofrenia.
E a foto não é minha. Depois digo de quem é.

It's not like...


... I wanted to go to sleep like this.

quinta-feira, novembro 08, 2007

Da palavra.

Há palavras que nos beijam

Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.

Alexandre O'Neill


Que fizeste das palavras?
Que contas darás tu dessas vogais

de um azul tão apaziguado?


E das consoantes, que lhes dirás,
ardendo entre o fulgor
das laranjas e o sol dos cavalos?

Que lhes dirás, quando
te perguntarem pelas minúsculas
sementes que te confiaram?


Eugénio de Andrade
(Que fizeste das palavras?)



A palavra liberta.

Rui Paixão
(mas podia ter sido Freud ou qualquer poeta)

terça-feira, novembro 06, 2007

Está certissíma, minha senhora.

«“O João é uma criança viva e brincalhona, mas não é bem entendido. Devia haver alguém que o ensinasse a lidar com os sentimentos”, refere Virgínia, que trabalha como costureira e tem quatro filhos.» CM


Pois claro! Eu concordo plenamente com o que ela diz.
E até sei quem podia ensiná-lo a fazer isso...

segunda-feira, novembro 05, 2007

Sobre a doença mental.

Fotografia: Joseph de Sousa

«(...) errado é pensar que uma classificação de perturbações mentais classifica as pessoas, quando na realidade o que está a ser classificado são as perturbações que as pessoas têm (...)» (DSM-IV, 1996)

quarta-feira, outubro 31, 2007

Do "Mozart and the Whale" (2005)


«Sweetie, you can never disappoint me.
'Cause whatever you are...
... is exactly what I want...» - Mozart.


terça-feira, outubro 23, 2007

Por aqui, caminha-se.

Caminante, son tus huellas
el camino, y nada más;
caminante, no hay camino,
se hace camino al andar.

Al andar se hace camino,
y al volver la vista atrás
se ve la senda que nunca
se ha de volver a pisar.

Caminante, no hay camino,
sino estelas en la mar.

Antonio Machado

Presta atenção ao teu inconsciente ou...

Saí de casa às 16h00 para ir aos correios. 30 minutos seriam tempo suficiente. Assim que fechei a porta, apercebi-me que não tinha chave comigo. Não podia voltar a entrar. Cinco minutos antes tinha estado a pensar que não me podia esquecer de a pôr no bolso. Tinha o telemóvel. Mandei sms a uma das minhas colegas de casa que estava a ter aulas, mas, tudo bem, tinha intervalo às 16h30. Fui ter à porta da sala dela e esperei. Às 16h30, ela saiu e emprestou-me a chave dela. Fui aos correios. Quando já estava a ser atendida, notei que não tinha comigo o envelope que queria enviar. Voltei para casa pelo pior caminho. Porque era o mais rápido. Já eram 17h00 quando cheguei. O envelope estava em cima do teclado do pc. Não volto lá hoje, estou cheia de trabalho, não posso perder tempo.




O que é que o inconsciente tem a ver com isto? O conteúdo do envelope deveria ser entregue presencialmente e o trabalho que me espera é interessante, mas imenso. Não podia perder tempo.