quarta-feira, janeiro 30, 2008

Acabou-se o tempo para pensar no título e ainda não tenho nenhum, portanto, sem mais delongas, deixo-vos com a cultura romântica:

Yo prefiero seguir buscando
los defectos y los encantos
de una dama golfa y valiente,
verdadera como la guerra,
despeinada como la tierra
y canalla como la gente.
Yo prefiero una compañera
perfumada con la madera,
con el cuero y con la palabra...
Hembra,una mujer para mi deve ser
mucho más que una hembra
que desprecie la corbata y el chanel,
el dinero y la mentira,
sólo por esa mujer valdrá mi muerte
más que mi vida.


segunda-feira, janeiro 21, 2008

Há dias mais complicados do que outros...

...mas tivessem sido todas as épocas de exames assim e estávamos nós muito bem... parecem férias!!

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Eis que...

... fui de férias. Uma semana. Não é que quisesse propriamente voltar agora. Acabaram-se os dias de sol, as meias-de-leite com espuma e as tostas de galinha. Acabaram-se os passeios para apanhar sol, porque estar em casa é um tédio. Agora, resta pagar pelas férias com tempo que obriga a optar entre dormir e cumprir prazos que não fui eu que acordei. Ainda não comecei e já sinto a insónia do stress (stresse? setresse?). É só continuar a respirar propriamente, é fácil: a especialização é esta e faltam 19(?) meses. Só não vejo a necessidade de os passar à sombra ou em casa. Mas não faz mal. Faltam 19 (?) meses. Depois há outras coisas para fazer. Melhores. Não é que agora sejam más, as coisas. Más são as condições em que elas decorrem. Este tempo não é o meu. Não que isso importe ou possa ser mudado. Por enquanto.

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Da dúvida.

Levantar às seis e trinta. Cerca de duzentos quilómetros por dia. Um telemóvel com menos de um ano e com mais de cento e cinquenta horas de conversação. Ter dentro da cabeça uma empresa com dois mil clientes, saber manter um contacto profissional que, a despeito de estarmos no melhor ou no pior dos nossos dias, tem de ser cordial, sóbrio e atenciososo. Gerir a relação de setenta empregados. Sair com os miolos feitos em água e dirigir-me para a universidade. Deu-me a pancada da tese. Entrar em casa às onze e meia da noite. Tentar gerir a casa e os afectos. Antes de ir para cama, escrevo este texto a pergunto-me se tudo isto vale a pena, se não estou a esquecer-me das coisas mais importantes da vida, se vale a pena escrever este texto, se faz sentido um caos deste tipo, para ficar sem tempo para grande parte das minhas devoções e das minhas paixões, se vale a pena esta dor de cabeça que tenho, se vale a pena ter estudado para ter como recompensa um telefone com doze chamadas por responder, se vale a pena. Suponho que a vossa vida seja parecida com isto, mas nunca vos perguntais se vale a pena. Tenho que ir dormir. E tenho que mudar de página.

sexta-feira, novembro 30, 2007

Vejo dois problemas com a questão do espaço.

O desperdício que parece ser a existência de certas pessoas
e a pouca ocupação dele por outras;

Ophelia Mourne


Qualquer semelhança entre isto e desapego à raça humana em geral, é pura coincidência.

quarta-feira, novembro 28, 2007

Um dia...

...esta merda acaba e eu vou poder dormir ou ler um livro.
Eventualmente, eu vou ter férias.
Certo?

terça-feira, novembro 13, 2007

Eu estou a ouvir gaivotas...

... na alta de Coimbra.


Espero não estar a desenvolver esquizofrenia.
E a foto não é minha. Depois digo de quem é.

It's not like...


... I wanted to go to sleep like this.

quinta-feira, novembro 08, 2007

Da palavra.

Há palavras que nos beijam

Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.

Alexandre O'Neill


Que fizeste das palavras?
Que contas darás tu dessas vogais

de um azul tão apaziguado?


E das consoantes, que lhes dirás,
ardendo entre o fulgor
das laranjas e o sol dos cavalos?

Que lhes dirás, quando
te perguntarem pelas minúsculas
sementes que te confiaram?


Eugénio de Andrade
(Que fizeste das palavras?)



A palavra liberta.

Rui Paixão
(mas podia ter sido Freud ou qualquer poeta)

terça-feira, novembro 06, 2007

Está certissíma, minha senhora.

«“O João é uma criança viva e brincalhona, mas não é bem entendido. Devia haver alguém que o ensinasse a lidar com os sentimentos”, refere Virgínia, que trabalha como costureira e tem quatro filhos.» CM


Pois claro! Eu concordo plenamente com o que ela diz.
E até sei quem podia ensiná-lo a fazer isso...